terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O NATAL DE UMA CASA COM CRIANÇAS
















Papai Noel e presentes fazem parte do Natal das crianças, mas o verdadeiro sentido da festa não pode ser esquecido.
Os Natais da minha infância foram inesquecíveis. Meus pais montavam o pinheiro sózinhos, o que era uma pena, adoraríamos ajudar, e no dia 24 à noite é que o víamos pela primeira vez, alto, cheio de bolas maravilhosas e, ao invés das luzinhas, era iluminado por velinhas acesas.
Embaixo do pinheiro, ficava o presépio, costume que minha mãe mantém até hoje.
Além dos presentes, minha mãe fazia roupas novas para nossas bonecas preferidas, que tinham lugar de honra junto ao pinheiro.
A ceia, que era servida depois da Missa do Galo, era toda preparada pela minha mãe, os pratos lindos, decorados e deliciosos.
Depois da ceia, todas as crianças da vizinhança se juntavam para brincar com seus novos brinquedos, uma delícia!
Parte desta tradição mantenho na minha família, com adaptações à vida de hoje.
Eu e meus irmãos nos lembramos com saudades dos nossos Natais, a família reunida, os amigos, presentes sim, mas sem o marketing de hoje que, na minha opinião, tira um pouco o brilho da festa com o apelo exagerado ao consumo. O que importava realmente era estarmos juntos.
Quais são as suas lembranças do Natal?
























Via El Mueble

13 comentários:


  1. Nossa tenho tantas lembrancas dos natais de minha infancia,que fica até dificil escolher uma,mais em particular lembro sempre da festa de natal onde meu pai trabalhava.Era aguardada o ano inteiro por mim e meus irmaos.A chegada de papai Noel via locomotiva,(meu pai é aposentado da antiga estrada de ferro) era o máximo para nós.E sem falar nos presentes que ele sempre distribuia entre as criancas.Doces rescordacoes.

    Bjs.
    Malú Holzmüller

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    1. Ah, Malú! Papai Noel chegando de locomotiva, imagino a emoção da criançada.
      Beijos
      Tereza

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  2. Just gorgeous! A home with small children at Christmastime is so perfect. Not quite the same when they are teens or move out. I miss buying toys and train sets and seeing their little cherub faces light up because Santa Claus came. So many beautiful images here! xo

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    1. Debby, I miss buying toys, too, but just t'ill next Christmas, because a baby is coming to my son, so I see lots of toys, trains, cars, baby bears ....
      Xo
      Tereza

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  3. A mais forte é de ser acordada para ir "beijar O Menino que nascia".

    Quando casei meu marido não trazia tradição nenhuma, e a que trazia faria corar os Reis Magos - muito consumismo, uma interpretação errada - na minha opinião - do que e como Celebrar nessa Noite.
    Os primeiros anos de casamento foram complicados; eu não abdicava do meu e ele sentia que não tinha lugar nele e ele não abdicava do dele e eu - definitivamente - não tinha lugar no dele.
    Até que uma realidade familiar nos "isolou" no nosso pequeno Mundo: eu, ele, nossos filhos ainda pequenos, ele experimentou - em essência e rendeu-se. Até hoje! Hoje é ele que não tem lugar no que já foi "dele" e defende o "nosso" com unhas, dentes e Amor.
    Não acordo os miúdos porque eles "aguentam" até à hora. Eu e o Miguel simulámos, durante muitos anos, que tínhamos de ficar para trás enquanto a Mafalda e o Pai iam andando para a Igreja(para ajudar a acender o lume, à volta do qual cantamos antes da Missa) e quando eles saíam colocávamos os presentes à volta da árvore. Um ano um come as cenouras e o outro os biscoitos (deixados pela pequena da casa para as Renas e Pai Natal) no outro ano trocamos - e não, nunca me esqueço o que fui no ano anterior! ahahahah -e depois nos juntamos a eles. Na volta a casa O Menino Já Nasceu e o Pai Natal já terá deixado os presentes. A mesma nervoseira de ainda o encontrar em casa (durante anos a pequena jurava que tinha ouvidos os guizos das renas ao chegarmos a casa), o abrir da porta a medo, o mesmo deslumbre na cara deles e nossa com os presentes e para ir para a cama é tão complicado. Este ano ameaçam ficar acordados até à Missa da manhã seguinte onde beijaremos o Menino que já está connosco e em nós ahahahah. O resto do dia é em lull absoluto - brinquedos novos, sono imenso e um contentamento que só se sente neste Dia. Assim, só no Natal!

    Sorry, long comment, mas não dá para resumir esta Noite. Dá?

    Boas Festas!!!

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  4. Lindas lembranças e linda tradição Teresa. Acredito que tradição cada família tem a própria, acho necessária, faz parte de nossas histórias familiares.
    No meu caso, minha família toda, mãe, sogra, irmãos, cunhados, sobrinhos, filhos, genros e noras, todos ceiam comigo no dia 24.
    Cada família abre seus presentes nas próprias casas e depois vem para a ceia - é o meu dia preferido do ano.
    No próximo ano, com bebê presente, farei um segundo pinheiro só para ele, imagine a alegria (minha, claro!!).
    Mas, como dizia meu pai, o bom mesmo é ter todos reunidos - é a isto que agradeço.
    Beijos
    Tereza

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    1. Gosto dessa ideia de não ser à volta de abrir os presentes. Não que eu vá dizer que não são necessários e uma simpatia imensa receber mas não pode "girar" à volta disso.
      Esse bebê vai ser a Benção daquEle Menino em Jerusalém - uma Esperança e Amor enormes.

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  5. Lindísima la decoración, llena de ternuira y sensibilidad. Cómo tiene que ser en estas fechas!!!

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  7. Dona Helena,descendente de imigrantes italianos e mãe de minha amiga Silvana, não cozinhava durante o ano todo, porém uma exceção era aberta na época do Natal.
    Primeiro ela montava a árvore e o presépio. Depois, vestia um avental branquíssimo, ornamentando com renda delicada, impecavelmente passado e ia para a cozinha preparar, juntamente com a cozinheira da casa, as rosquinhas que seriam servidas aos amigos que passassem pela casa para cumprimentar a família.
    Suas rosquinhas genovesas eram uma delícia que ela fazia sem receita. Lembro que depois de fritas elas eram banhadas em mel e dispostas cuidadosamente sobre uma grade.
    As roscas eram servidas acompanhadas de um café fresquinho “passado” na hora como se dizia na época. Isso porque naquele tempo ainda não se viam cafeteiras ou coadores de papel. Então, sobre o bule era colocado um coador de pano por onde “passava” o líquido perfumado e fumegante.
    Nunca mais comi essas roscas, mas para mim o sabor delas ficou definitivamente ligado aos festejos natalinos.

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  8. Liz, não é um charme?
    Lendo seu comentário, lembrei da Marília Gabriela, de quem sou fã, contando há anos atrás que não cozinhava nunca, mas que escolhia o Natal para colocar à prova seus dotes culinários.
    Só, que diferente de Dona Helena, ela se estressava e estressava todos à sua volta, o que a levou a desistir e encomendar a ceia. Eu ri muito, ela tem uma maneira muito peculiar de contar fatos.
    São pequenos detalhes como as rosquinhas da mãe da sua amiga que fazem parte das nossas melhores lembranças, não são?
    Beijos
    Tereza

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  9. Lindo demais!
    Mas a verdade é que natal com crianças é muita bagunça, farra, gritos, correria!!! rsss Tudo de bom!

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    1. Bekka,
      e talvez seja justamente aí que esteja a graça - barulho e gritos de crianças enchem a casa de ... vida! Obrigada pelo comentário e volte sempre.
      Beijos
      Tereza

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Vou adorar ler seu comentário, além é claro, do prazer enorme de saber que passou por aqui.